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Câmaranóva


Formado em 2017 com a proposta de trazer à cena nacional um grupo eclético de altíssimo nível de execução especializado em música brasileira contemporânea em suas mais diversas vertentes, o Câmaranóva é uma sensacional reunião de ases em seus instrumentos, unidos pela vontade de fortalecer o movimento camerístico em nosso País utilizando todos os possíveis recursos para ampliar o acesso, a receptividade e o interesse pela nossa música instrumental.

Músicos de sólida experiência no universo sinfônico como Marisa Lui (clarinete spalla-BSESP), Eder Grangeiro (violino spalla, OSSA), Erick Ariga (1º fagote-BSESP, OSSA, convidado OSESP, Municipal-SP, OSUSP, ORTHESP), Ricardo Camargo (eufônio solista-BSESP, convidado OSESP, Municipal-SP, OSUSP), Tiago Vieira (viola-Orquestra do Teatro Municipal-SP) e jovens instrumentistas de destaque como Ramon Rodrigues de Andrade (vionlino spalla-Camerata Fukuda, concertino-OER) e André Vieira (trompa solista-OSPR, OER) são elencados junto à instrumentistas de desenvolta trajetória no crossover erudito-popular como Gabriela Machado (flauta-BSESP, OSSA, Sinfonia Cultura e grupo Choronas), Thais de Souza Morais (violino-Jazz Sinfônica SP, chefe de naipe-OSJSP, OER, Camerata Fukuda), José Luiz Braz (clarinete-BSESP, Ensemble Brasileiro de música Moderna), Rafael Cesário (violoncelo-Quarteto da Cidade SP), Douglas Braga (saxofone-solista premiado internacionalmente, convidado OSESP, Municipal-SP, OSUSP),  Bruno Soares (1º trompete-Big Band Hermeto Pascoal, com a qual recebeu o Grammy Latino-2018) e Léa Freire (flautas, reverenciada compositora, produtora, instrumentista e improvisadora). Instrumentos pouco usuais como flautas baixo e contrabaixo, clarinete alto e eufônio misturam-se aos tradicionais alicerces de uma orquestra e, junto ao piano, criam uma enorme palheta de timbres e cores explorados com maestria pelo compositor e orquestrador Felipe Senna, pianista e diretor do grupo – “escolhi os músicos, não os instrumentos; e acabamos nessa formação pouco convencional mas de infinitas possibilidades sonoras”. Chefes de naipe em orquestras jovens, professores regulares em respeitadas instituições (Auditório do Ibirapuera, Instituto Baccarelli…) e convidados em workshops e masterclasses em escolas (CEU, Projeto Guri, EMESP…) e universidades (USP, UFMG, UEMG, UFRJ, UNICAMP, UNESP, UNB, FAAP…) bem como festivais de música no Brasil e exterior, estes músicos compartilham profundo interesse pela educação musical e formação de jovens músicos – um investimento fundamental no desenvolvimento e continuidade dos movimentos artísticos do nosso País.

O grupo estreou no concerto que comemorou os 20 anos da Gravadora Maritaca ao lado de alguns dos mais expressivos nomes da música instrumental brasileira – Amilton Godoy, Filó Machado, Silvia Goes, Arismar do Espírito Santo e Edu Ribeiro, entre outros. Com um repertório que celebra elementos do imaginário musical, sonoro e literário brasileiro, o Câmaranóva se dedica atualmente à produção de seu primeiro disco pela gravadora Maritaca.

 

“O Brasil não tem um grupo de câmara de referência como a Sinfonietta de Luxemburgo, o German ou Spanish Brass. Nosso repertório sinfônico e camerístico ainda é muito centrado em obras clássicas europeias – de incontestável valor histórico e cultural – mas de um tempo e um lugar que não são os nossos. O espaço que existe para a produção contemporânea nacional ainda é muito pequeno, e quase sempre destinado a práticas musicais estritas e restritivas.

Um grupo de referência é um grupo que se destaca não apenas por seu nível técnico e artístico, mas também por seu engajamento com os movimentos atuais de seu meio ou país, através de performances, gravações e projetos sócio-culturais – abrindo espaço para criação, contribuindo em sua difusão e fomentando seu desenvolvimento.
É isso que estamos criando.”

Felipe Senna
criador e diretor do Câmaranóva

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